Reorganização universitária e fortalecimento institucional
1980
Em março entrou em vigor o curso de pós-graduação em nível de mestrado oferecido pelo Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Engenharia de Campinas (FEC). A Faculdade de Ciências Médicas (FCM) desenvolveu programas visando cumprir os seus objetivos com a comunidade (controle de câncer de útero e de mama, estímulo ao aleitamento materno, atenção materno-infantil, saúde mental, entre outros). Foi realizado em novembro o IV Encontro Brasileiro de Lógica, organizado pelo Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência (CLE).
1981
O ano de 1981 foi marcado pelo falecimento de Zeferino Vaz, vítima de problemas coronarianos. Em outubro, a Universidade entrou em grave crise, com oito diretores exonerados e 14 membros da Associação dos Servidores da Unicamp (Assuc) demitidos. O Governo de São Paulo decretou Intervenção na Universidade.
1982
Professor da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), o ginecologista e obstetra José Aristodemo Pinotti assume como reitor efetivo da Unicamp. O campus passa por uma reconstrução física do campus e amplo processo de institucionalização interna e de reforma dos Estatutos. A Assessoria de Imprensa e o Centro de Comunicação entram em funcionamento, assim como a Editora da Unicamp.
1983
O processo de institucionalização se desdobra em discussões sobre a reforma institucional da Universidade que, até então, funcionava com estatutos emprestados da USP. Naquele ano, foram instalados a Prefeitura do campus, Parque Ecológico, Serviço Médico e Odontológico para a comunidade interna e o Centro de Convivência Infantil. Na área cultural, a Universidade ganha reforços com a Orquestra de Câmara. Foi também Centro de Informação e Difusão Cultural (Cidic), órgão que desencadeou a modernização do Sistema de Bibliotecas e a política de preservação da memória da Universidade.
1984
Em 1984, o Departamento de Economia e Planejamento Econômico (DEPE), do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp, se transformou no Instituto de Economia (IE) e sua institucionalização seguiu seu caminho desde então. Foram retomadas antigas obras paralisadas, que, ao final da gestão, dobram a área útil do campus. Foi criado junto à Reitoria o Escritório de Ex-Alunos.
1985
Em 1985, a Faculdade de Educação Física (FEF), cujas primeiras atividades foram desenvolvidas pela Assessoria Técnica da Reitoria para Educação Física e Esportes (Atrefe), foi instituída. A Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) e a Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri), originadas do desmembramento da Faculdade de Engenharia de Alimentos e Agrícola (FEAA), também entraram em funcionamento. O Centro de Hematologia e Hemoterapia (Hemocentro) iniciou suas atividades.
1986
O economista Paulo Renato Costa Souza assumiu como o novo reitor, em uma nova configuração da Administração Central, com a criação de cinco pró-reitorias: Graduação, Pesquisa, Extensão e Assuntos Comunitários, Desenvolvimento Universitário e Pós-Graduação. O Conselho Universitário (Consu) substituiu o Conselho Diretor como órgão máximo da Universidade.
No âmbito da saúde, foram inaugurados o Hospital das Clínicas (HC) e o Centro de Saúde da Comunidade (Cecom). A Faculdade de Engenharia Elétrica (FEE) foi desmembrada da Faculdade de Engenharia de Campinas (FEC). Em novembro, a Unicamp adquiriu a área do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA). Foi criada a Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest).
1987
O Vestibular Unicamp foi totalmente reformulado, com o fim das questões de múltipla escolha e priorização das questões dissertativas. No campo da pesquisa, a Unicamp definiu cinco áreas prioritárias: biotecnologia, informática, química fina, energia e novos materiais. Com o auxílio da Petrobrás, foi criado o Centro de Engenharia do Petróleo (Cepetro), onde são realizadas pesquisas e cursos de mestrado em geoengenharia de reservatórios e engenharia de petróleo. O IFCH passou a oferecer o curso de Filosofia.
1988
A partir do fim da década de 1980 os cursos noturnos começaram a ser efetivados no campus de Barão Geraldo: o primeiro foi o de licenciatura em Matemática, em 1988. Especialmente os cursos que vieram depois representaram uma resposta à reivindicação de setores populares pelo ingresso em uma instituição de ensino superior pública e gratuita. Como reflexo das mudanças no Vestibular, o número de inscritos subiu de 13 mil no ano anterior para cerca de 35 mil. Foi implantado o quadro de carreiras dos servidores. O Hemocentro já era modelo para o programa de controle emergencial de hemoterapia e hematologia implantado em todo o Estado de São Paulo. A Faculdade de Engenharia de Limeira (FEL) mudou-se para o campus de Campinas e passou a se chamar Faculdade de Engenharia Civil (FEC). No campus de Limeira, passou a funcionar o Centro Superior de Educação Tecnológica (Ceset).
1989
A Unicamp adquiriu o computador IBM 3090, primeiro a ser instalado numa universidade latino-americana. O prédio da Biblioteca Central foi inaugurado, assim como a Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM) e a Faculdade de Engenharia Química (FEQ), ambas desmembradas da antiga Faculdade de Engenharia de Campinas (FEC). No HC, entram em funcionamento o Centro Cirúrgico e a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que estavam em local provisório. As universidades estaduais paulistas (Unicamp, USP e Unesp) conquistaram, enfim, a autonomia institucional e financeira do governo do Estado. Foram entregues as trinta primeiras casas da Moradia Estudantil. Uma chave simbólica para os estudantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) marcou o início da ocupação do espaço de habitação social.